Fatos Históricos do dia 3 de julho - Páginas Estruturais
Fatos Históricos importante do dia 3 de julho
Em 3 de julho de 1821 - A Corte Portuguesa regressa a Lisboa depois de 13 anos no Brasil
Em 3 de julho de 1826 - nasce Laurindo José da Silva Rabelo, médico, professor, e poeta repentista, afrodescendente brasileiro.
Em 3 de julho de 1883 - nasce o Franz Kafka, escritor tcheco de língua alemã.
Em 3 de julho de 1913 - nasce Wilson Batista, compositor brasileiro .(afrodescendente).
Em 3 de julho de 1917 - nasce o camarada João Saldanha, treinador de Futebol, jornalista Brasileiro
e militante do Partido comunista Brasileiro (falecido)
Em 3 de julho de 1951 - Criada a Lei Afonso Arinos (Lei 1390)que abordava a discriminação racial com contravenção penal. E antes disto não havia instrumento legal para a questão da discriminação do racismo ou de preconceito. O Brasil sempre revelou-se de extremo racismo.
Em 3 de julho de 1962 - A Guerra da Argélia contra a França chega ao fim e é adotada a atual bandeira da Argélia.
O arquitecto da unidade nacional morreu aos 48 anos e oito meses. Eduardo Chivambo Mondlane, o fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), uniu três movimentos para libertar o país do jugo colonial português. Nasceu no século XX, a 20 de Junho de 1920, altura em que os moçambicanos sentiam na pele a dominação colonial. Ainda não havia países africanos independentes e a FRELIMO ainda não nascera.
Filho de Mwadjahane Mussenganhane Mondlane, um chefe tradicional, e de Makungu Muzumasse Mbembele, Eduardo Mondlane nasceu no dia 20 de Junho de 1920, na aldeia de Mwadjahane, distrito deManjacaze, província de Gaza. Aos dois anos, tornou-se órfão de pai e passou os primeiros anos da sua infância sob os cuidados da sua mãe e de outras duas viúvas do seu pai.
Fez o ensino primário na Missão Presbiteriana Suíça, em Maússe e Coolela. Antes de começar a estudar, Mondlane foi pastor de gado até aos 10 anos. Depois de concluir o ensino primário, ruma à África do Sul, onde frequenta o ensino secundário numa escola também pertencente à Missão Presbiteriana Suíça. Naquele país, tornou-se um membro activo do Núcleo dos Estudantes Secundários de Moçambique (NESAM).
Anos depois consegue ingressar na Universidade de Lisboa. Porém, a sua passagem pelas terras lusas foi curta devido às perseguições políticas típicas do contexto em que se vivia na altura.
Com o financiamento da Igreja Presbiteriana Suíça, consegue concluir o nível de Doutoramento em Sociologia e Antropologia pela Northwestern University, dos Estados Unidos da América.
Mercê do seu brio e dedicação, foi convidado a fazer parte dos quadros da Organização das Nações Unidas (ONU), onde trabalhou no Departamento de Curadoria como investigador dos acontecimentos que levaram alguns países africanos a alcançar a independência, e leccionou também as cadeiras de História e Sociologia na Universidade de Syracuse, na cidade de Nova York.
Na década de ´50, tenta convencer Adriano Moreira, ministro português responsável pela pasta das colónias do regime de Salazar de 1961 a 1963, que o convidara a juntar-se à máquina colonial, da necessidade de Portugal seguir o exemplo das outras potências europeias que tinham concedido a independência às suas colónias africanas sem recorrer à luta armada.
Participação na luta de libertação nacional
Em 1961, a convite da Missão Suíça, visita Moçambique na qualidade de funcionário das Nações Unidas. Depois dessa breve estadia na antiga colónia, decide abdicar da sua condição de funcionário sénior da ONU e passa a interessar-se pela luta de libertação nacional. Tal decisão levou-o a manter contactos com grupos nacionalistas após os quais teve a certeza de que as condições para a criação de um movimento de libertação estavam criadas.
Existiam, nessa altura, três grupos distintos que tinham como objectivo a libertação de Moçambique, nomeadamente UDENAMU (União Democrática Nacional de Moçambique), MANU (Mozambique African Nactional Union) e UNAMI (União Nacional para Moçambique Independente). Estes movimentos tinham tentado, sem sucesso, um entendimento não violento com as autoridades portuguesas.
Unir as três forças foi uma tarefa árdua para Mondlane porque, para além de terem as suas sedes em países diferentes, elas possuíam uma base social e étnica diferente. Mondlane incute neles a ideia de que só a unidade permitiria a derrota do colono.
Com o apoio de Julius Nyerere, então Presidente da Tanzânia, os três movimentos nacionalistas deram lugar a um só grupo de âmbito nacional, a Frente de Libertação de Moçambique, FRELIMO. Esta foi criada no dia 25 de Junho de 1962, na Tanzânia e Eduardo Mondlane foi eleito primeiro presidente tendo Urias Simango ocupado o cargo de vice-presidente.
Aquando da criação da frente nacionalista, Mondlane já estava ciente de que o único meio de Moçambique alcançar a independência era a luta de libertação. Para tal, cria estratégias e busca apoio para a sua materialização. O esforço por si empreendido culminou com o envio do primeiro grupo de guerrilheiros à Argélia para serem treinados. Desse contingente fazia parte o primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel.
O segundo grupo foi treinado na Tanzânia, onde foi instalado o Instituto de Moçambique, uma escola que leccionava o ensino secundário.
Durante o II Congresso da FRELIMO, que teve lugar em Julho de 1968, em Matchedje, uma das zonas libertadas da província do Niassa, Mondlane foi reconduzido ao cargo de presidente e Urias Simango ao de vice-presidente.
No encontro foram reafirmadas as directrizes do movimento, inspiradas na visão de Mondlane, cujo objectivo era a luta pela independência total e completa de Moçambique.
Morte
Eduardo Mondlane morreu no dia 3 de Fevereiro de 1969, em Dar-es-Salam, Tanzânia, vítima de uma encomenda armadilhada supostamente pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), polícia secreta portuguesa. A dúvida sobre o autor da sua morte nunca foi esclarecida. Mondlane era casado com Janeth Mondlane e tinha três filhos.
O seu sonho era ver um Moçambique livre do colonialismo português e próspero. Essa ideia é sustentada pela obra da sua autoria, intitulada Lutar por Moçambique, onde explica minuciosamente o funcionamento da regime colonial e os passos que o país devia seguir para a construção de uma sociedade desenvolvida. Esta obra foi compilada e publicada meses depoisda sua morte.
Após o seu desaparecimento físico, Eduardo Mondlane foi sucedido, em 1970, por Samora Moisés Machel. Em reconhecimento do seu papel na condução da luta de libertação de Moçambique, o dia 3 de Fevereiro, dia da sua morte, é considerado dia dos heróis nacionais.
Local da morte: contou-se a verdade ou o que convinha?
Passados 42 anos após a sua morte, muitas versões em relação ao local da sua morte são veiculadas tanto pelos membros do partido do qual foi primeiro presidente, assim como por investigadores, o que aumenta ainda mais as dúvidas em relação à nossa história.
Durante muitos anos a versão que era transmitida (diga-se oficial) era de que Mondlane tinha morrido no seu escritório, localizado em Dar-es- -Salam, na Tanzânia, mas este dado foi posta em causa durante as cerimónias centrais do 37º aniversário da sua morte.
Os novos factos indicam que Mondlane terá morrido na residência de Bety King, secretária da sua esposa, Janeth Mondlane, que se encontrava, na altura, em digressão pela Holanda.
A residência de Bety King localizava- -se há mais de quinze quilómetros do edifício onde funcionava a sede da FRELIMO em Dar-es-Salaam, Tanzânia, local onde, segundo foi oficialmente veiculado, se deram os factos. Esta informação é confirmada pela sua filha, Nyeleti Mondlane, numa entrevista que esta concedeu ao nosso jornal, na edição do dia 31 de Janeiro de 2010.
Embora tenha suscitado dúvidas, a versão segundo a qual Mondlane teria morrido na residência de Bety King ainda não foi confirmada nem refutada oficialmente.
Caso a segunda seja considerada verdadeira, será necessário proceder-se à alterações de conteúdo em todos os manuais e livros de História, pois durante muito tempo o que era ensinado nas escolas era que Mondlane morreu no seu escritório e não na residência da secretária da sua esposa.
Quem era Bety King?
Segundo Nyeleti Mondlane, Bety King era uma cidadã norte-americana que trabalhava para o African American Institute (AAI), uma organização não-governamental que simpatizava com a causa independentista defendida pela FRELIMO.
Mondlane estava à procura de alguém que pudesse ajudar a sua esposa, Janeth, na organização do Instituto Moçambicano e foi-lhe sugerido o nome de Bety King. Foi assim que esta passou a ser secretária de Janeth Mondlane.
Em 3 de julho de 1969 - Assassinato de Eduardo Mondlane presidente de Moçambique, hoje passou a ser o dia do Heroi Moçambicano.
Em 3 de julho de 1992 - nasce a cantora brasileira Jamily de músicas religiosas cristã
Em 3 de julho de 1993 - nasce o ator e cantor brasileiro Mussunzinho
Em 3 de julho de 2013 - Golpe de Estado no Egito, derruba o presidente Mohamed Mursi, sendo também suspensa a Constituição.
- Excelentíssimo Senhor Primeiro Ministro;
- Venerando Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça;
- Digníssimos Deputados da Nação;
- Excelências Senhoras e Senhores Membros do Governo;
- Senhor Ministro Director do Gabinete, Chefe da Casa Civil e Conselheiros do Presidente da República;
- Digníssimo Senhor Procurador-Geral da República;
- Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Contas;
- Excelentíssimos Senhores Embaixadores, Representantes do Corpo Diplomático, Organismos e Organizações Internacionais acreditados na Guiné-Bissau;
- Ilustres Representantes de Confissões Religiosas e do Poder Tradicional;
- Senhores Representantes das Organizações da Sociedade Civil;
- Ilustres Convidados;
- Minhas Senhoras e Meus Senhores;
- Terão esses incómodos sido provocados pelo facto de ter apelado a uma gestão transparente e responsável dos nossos recursos pesqueiros?
- Terão esses incómodos sido provocados por ter chamado atenção pela devastação das nossas florestas?
- Terão esses incómodos sido provocados por ter assumido um combate intransigente contra a corrupção, o nepotismo e a delapidação do erário público?
- Terão esses incómodos sido provocados por ter questionado a transparência do processo de concessão de obras públicas e a qualidade das estradas construídas?
- Terão esses incómodos sido provocados por ter denunciado o absentismo, a falta de cultura de trabalho dos funcionários públicos?
Na verdade, ao Governo, órgão executivo e administrativo supremo, compete Governar. Por seu turno, à Assembleia Nacional Popular, para além da actividade legislativa por excelência, compete a árdua e delicada tarefa de fiscalizar a actividade do Executivo. A mim, enquanto Presidente da República e Chefe de Estado, símbolo de unidade nacional, é-me reservado o papel de árbitro e garante do regular funcionamento das instituições.
Consequência desta triangulação institucional, resulta que o Governo, enquanto órgão executivo, é duplamente responsável. É politicamente responsável perante a Assembleia Nacional Popular e Politicamente responsável perante o Presidente da República, na medida em que a sua subsistência depende da confiança que destes merecer.
Neste contexto, com a aprovação do Programa do Governo e do Orçamento Geral do Estado, a Assembleia Nacional Popular expressou confiança política ao Executivo, confiança essa recentemente reiterada com a votação, por unanimidade, de uma Moção de Confiança apresentada pelo Governo.
Este facto, com importante significado político, deve ser objecto de atenta leitura na busca de compromissos institucionais de estabilidade. Com a aprovação da Moção de Confiança em questão, a Assembleia Nacional Popular manifesta de forma clara e inequívoca total apoio ao Governo na sua actual composição e configuração, com todas as suas qualidades e deficiências. Como pode o Presidente da República acompanhar esta mensagem política de apoio ao Governo e, simultaneamente, enquadrar a anunciada proposta de remodelação, dias depois de o mesmo elenco ter obtido apoio unânime desta Augusta Câmara?
Digníssimos Deputados da Nação,
Salvo melhor opinião, creio estarmos colocados perante sinais políticos contraditórios entre a mensagem de apoio subjacente à Moção de Confiança ao colectivo governamental e a mudança que nele se pretende operar. Não teria sido mais sensato conter as emoções circunstanciais, aguardar pela remodelação e depois, desta feita, expressar confiança ao Executivo na sua nova configuração, reforçando-lhe a legitimidade, dando-lhe um novo fôlego e alento para os importantes desafios de governação? É este um dos novos desafios de clarificação política que se impõem!
Todavia, o espírito que molda a nossa conduta é a de um comandante atento aos movimentos do leme e à direcção dos ventos, pronto a corrigir qualquer veleidade ou desatenção da tripulação para garantir uma navegação correcta, segura e o atracar do navio num bom porto.
É nessa senda que estamos determinados a prosseguir, contribuindo para que se instalem as condições políticas necessárias ao bom funcionamento de todos órgãos de soberania, fundamentalmente o poder judicial, a quem compete fazer a Justiça em nome do Povo, e a ANP, responsável pelo acompanhamento da execução do OGE e pela fiscalização da acção governativa. O OGE, porquanto uma lei de valor reforçado, quando for violada, deve haver consequências, porque lesadora de interesses colectivos.
Digníssimos Deputados da Nação,
A história da Guiné-Bissau – que todos conhecemos – encerra a epopeia de uma Nação heróica forjada na Luta, plena de sacrifícios consentidos de forma voluntaria durante 11 anos. Contudo, não esqueçamos que essa história também encerra a frustração de um povo que não tem conseguido superar um ciclo de instabilidade político-governativa e rupturas constitucionais ainda bem presentes na nossa memória colectiva.
Não obstante, registamos que já nesse tempo de sacrifícios, AMÍLCAR CABRAL, fundador das nacionalidades Guineense e Cabo-verdiana, soube compreender a inesgotável força da união, reunindo mulheres e homens a volta de um ideal comum – a conquista da Independência Nacional.
Hoje, todos nós nos revemos no exemplo dos nossos valorosos Combatentes da Liberdade da Pátria e sentimo-nos orgulhosos da história da Luta de Libertação Nacional, cujo exemplo maior de UNIDADE e LUTA constitui uma base sólida sobre a qual devemos apoiar-nos na difícil e sempre inacabada tarefa de construir uma Nação estável, próspera e de gente digna, em consonância com ideais de Luta de Libertação Nacional.
Mais do que nunca, o nosso destino está nas nossas próprias mãos – mais «mão-na-lama» do que nos bolsos – pois, cabe sobretudo a nós, Combatentes pelo Desenvolvimento Nacional, a responsabilidade de erguer este país das cinzas, resolver os nossos problemas, respeitando-nos mutuamente e, sobretudo, falando verdade.
Antes de terminar, permitam-me ainda dirigir uma saudação especial a todas as nossas irmãs e irmãos muçulmanos, que estão a cumprir mais um mês sagrado do Ramadão.
Termino com a esperança de que as nossas magistraturas sejam exercidas em benefício das gerações futuras, olhando para o nosso amanhã comum e projectando a nossa acção para lá da luta política e dos interesses de hoje.
Que Deus abençoe a Guiné-Bissau e ao seu Povo!
Em 3 de julho de 2015 - O presidente da Guiné Bissau, José Mario Vaz, vai até a Assembleia Nacional Popular, e fala da necessidade de viabilizar o país , garantindo não desejar a queda do atual governo. O importante discurso que estamos publicando na integra.

















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