Crise na Venezuela e conflito na Palestina são pauta do conselho de direitos Humanos da ONU
Crise na Venezuela e conflito na Palestina são pauta do Conselho de Direitos Humanos da ONU
Em pronunciamento na abertura
da 35ª reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, alto-comissário
do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, Zeid Ra’ad Al
Hussein, pediu autorização de entrada para missão na Venezuela, o fim do
conflito na Palestina e combate ao terrorismo com respeito aos direitos
humanos.

Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré
Zeid declarou na terça-feira (6) que a crescente crise de direitos humanos na Venezuela revela a necessidade urgente de uma análise imparcial e assistência rápida. “Peço ao governo para aceitar minha solicitação de enviar uma missão de trabalho ao local”, afirmou.
No discurso, ele recorda que, em países onde aparentemente surgem situações críticas e que negam acesso da ONU, a única opção restante é levar a cabo investigações a distância se baseando nos relatórios públicos disponíveis.
O alto-comissário também fez referência ao conflito entre Israel e Palestina e pediu o fim imediato dos 50 anos de ocupação das terras palestinas pelos israelenses. Ele ressaltou que tal desfecho beneficiaria ambas as partes. “Manter a ocupação prolongará uma dor imensa para os dois povos”, acrescentou.
Zeid declarou ainda condenar a brutalidade das ações do grupo terrorista ISIL. “Mais uma vez condeno em termos mais enérgicos os ataques covardes e doentios praticados contra inocentes por parte de terroristas insensíveis que operam em muitas partes do mundo”, disse.
Ele explica que as táticas contra o terrorismo devem ser executadas de forma inteligente, contemplando o respeito aos direitos humanos, já que para cada cidadão detido injustamente se alimenta o sentimento de injustiça contra as autoridades.
O alto-comissário também expressou grave preocupação com as intimidações e represálias que agentes de direitos humanos sofrem de governos e funcionários estatais, lembrando que tais atos atacam um elemento fundamental para o trabalho do Conselho.
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