Falta de Fundo do PMA compromete ações contra a seca provocada por El Niño na África Austral
Falta de fundos do PMA compromete ações contra a seca provocada por El Niño na África Austral
A avaliação do PMA estima que mais de 40 milhões de pessoas em áreas rurais e 9 milhões em centros urbanos no Sul da África vivem em regiões geográficas altamente expostas às consequências do El Niño.

Uma agricultora da Gâmbia mostra um turfo seco de arroz durante o período de seca. Foto: FAO/Seyllou Diallo
“O número de pessoas sem alimentos suficientes pode aumentar significativamente nos próximos meses em um momento em que a região caminha para uma temporada chamada magra, o período que antecede a colheita de abril quando os estoques de alimentos e dinheiro estão cada vez mais empobrecidos”, publicou o PMA em seu comunicado. “Particularmente vulneráveis são os pequenos agricultores que são responsáveis pela a maioria da produção.”
O padrão cíclico do El Niño, que provoca secas devastadoras em algumas regiões e enchentes catastróficas em outras, está afetando milhões de pessoas em todo o planeta. No Sul da África, a seca já começa a prejudicar o cultivo desse ano. A diretora executiva do PMA afirmou que na Zâmbia os campos estão secos e os agricultores temem a segunda temporada com chuvas escassas.
“Zãmbia é um dos maiores celeiros da região e o que acontece ali demonstra uma grave causa de preocupação não apenas pela própria Zâmbia, mas também para todos os países da região”, disse.
O pior país afetado pela falta de chuvas, no entanto, é o Malauí, onde 2,8 milhões de pessoas não têm acesso a alimentos. Em Lesoto, o governo declarou uma emergência devido à seca e cerca de 650 mil pessoas, um terço da população, não recebem comida suficiente. Outros países em risco são Madagascar, Zimbábue, Angola, Moçambique e Suazilândia.
“Me preocupo, especialmente, que os pequenos agricultores não serão capazes de colher colheitas suficientes para alimentar suas famílias, muito menos vender o pouco que tem para poder cobrir os gastos de matrícula e necessidades do que não e muito menos para vender o pouco que pode, a fim de cobrir as propinas e outras necessidades domésticas”, adicionou Cousin.
A avaliação do PMA estima que mais de 40 milhões de pessoas em áreas rurais e 9 milhões em centros urbanos no Sul da África vivem em regiões geográficas altamente expostas às consequências do El Niño.
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