Poesia- Máscara de Sal - Terezinha Tadeu

Máscara de Sal


Ando na madrugada
escutando meus passos
Peregrina dos sonhos
que acalento
Os bons, os justos, os fartos dormem
e nada entendem de poesia
(que diferença faz?...)
Privilégio, achar-se poeta
passando anônima
na multidão que sobrevive
Carregando máscara de sal.
Devoro quixotescamente o brilho,
e as almas dos loucos me assistem
quero constar nos anais
do meu bairro
e derramo passadas
com focos de luz
que vão se junto
com minha sombra.





Terezinha Tadeu

poetisa
São Paulo
 radicada em Santos - SP - Brasil




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