Rússia bloqueia resolução do Conselho de Segurança sobre ataque químico na Síria

Rússia bloqueia resolução do Conselho de Segurança sobre ataque químico na Síria

O Conselho de Segurança da ONU, em votação na quarta-feira (12), em Nova Iorque, bloqueou projeto de resolução que condenava e pedia investigações sobre o ataque químico ocorrido na cidade de Idlib, na Síria, em 4 de abril.
Foram 10 votos a favor do documento, dois contra e três abstenções. As abstenções foram de China, Cazaquistão e Etiópia. Rússia e Bolívia se opuseram ao documento. Como representante permanente do Conselho de Segurança, o voto russo tem poder de veto, invalidando a adoção da resolução.
Área danificada no campo de Yarmouk, na capital da Síria, Damasco. Nesse campo vivem palestinos severamente afetados pelo conflito. Foto: UNRWA
Área danificada no campo de Yarmouk, na capital da Síria, Damasco. Nesse campo vivem palestinos severamente afetados pelo conflito. Foto: UNRWA
O Conselho de Segurança da ONU, em votação na quarta-feira (12), em Nova Iorque, bloqueou projeto de resolução que condenava e pedia investigações sobre o ataque químico ocorrido na cidade de Idlib, na Síria, em 4 de abril.
Foram 10 votos a favor do documento, dois contra e três abstenções. As abstenções foram de China, Cazaquistão e Etiópia. Rússia e Bolívia se opuseram ao documento. Como representante permanente do Conselho de Segurança, o voto russo tem poder de veto, invalidando a adoção da resolução.
O projeto, que foi proposto por França, Reino Unido e Estados Unidos, afirmava “pleno apoio” à missão de investigação da ONU para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), e exigia que todos os envolvidos fornecessem acesso seguro e imediato para qualquer local que o grupo achasse relevante.
O documento também lembrou a determinação de que o uso de armas químicas na Síria “representa uma ameaça à paz e à segurança internacionais”.
À medida que o conflito na Síria entra em seu sétimo ano, os civis no país continuam suportando o peso de uma luta marcada por sofrimento, destruição e desprezo pela vida humana.
De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 13,5 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária no país. Além disso, 6,3 milhões de civis foram deslocados devido à violência na região.

Momento exige solução política

Os Estados Unidos e a Rússia precisam achar uma maneira de trabalhar em conjunto para estabilizar a situação na Síria e dar suporte ao processo político. Foi o que informou na quarta-feira (12) o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, ao Conselho Segurança.
O funcionário da ONU disse que os incidentes ocorridos na semana passada no país colocaram o frágil processo de paz em “grave risco” e demonstram “dois caminhos a seguir para a Síria: um que leva a mais mortes, destruição e divisões internacionais e regionais, e o outro que leva ao cessar-fogo.”
“Este é um momento para um pensamento claro, estratégico, de imaginação e de cooperação”, frisou. “As conversas intra-Síria já passaram de discussões preparatórias e existem quatro áreas centrais para garantir uma transição negociada significativa”, acrescentou.
De Mistura informou ao corpo de 15 membros do órgão sobre seus apelos a Rússia, Turquia e Irã — os garantidores do fim das hostilidades em Astana —, e pediu a todos com influência sobre as partes no conflito que restaurassem a credibilidade do cessar-fogo e assegurassem que a ONU possa alcançar as milhões de pessoas sitiadas e em necessidade no país.
“Vocês já ouviram isso inúmeras vezes, mas vou dizer de novo: só pode haver uma solução política para este conflito sangrento, independentemente do que alguns digam ou acreditem”, afirmou.
“Então, vamos usar este momento de crise — e é um momento de crise — como um divisor de águas e uma oportunidade para um novo nível de seriedade na busca de uma solução política”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Principais fatos históricos do dia 17 de novembro

Fatos Históricos do dia 21 de julho no Olhar de Esperança

Fatos Históricos do dia 20 de maio