Crônica - Os erros e acertos humanos - Manoel Messias Pereira



  Os erros e os acertos humanos

Creio que cada ser humano é o arquiteto de si mesmo e das transformações sociais por quais o mundo, o país, a o Estado e até mesmo as cidades possam passar. Todos os sonhos arquitetados são frutos de uma consciência, que nasce da luta da vida, da construção do saber, da leitura de obras literárias, da conjugações de ações libertárias e outras conservadoras, porém de são ações que personifica a humanidade. Ela nem sempre é boa e sim é humana, portadora de erros e acertos.

Ao pensar na consciência do mundo penso em entrar talvez na obra de Friedrich Engels, quando ele escreve o "anti-Duhring", em que ele afirma que onde quer que se apresente a consciência humana há uma série de conhecimentos e impulsos e há grupos pensando formas de existências e há princípios que presidem estas manifestações e que  implicam em problemas de filosofias.

Na minha época de bancos escolares, tive um professor que afirmava que nós todos eramos seres filosóficos portanto seres pensantes. E nisto reside algo interessante é que nós elaboramos um conjunto de pensamento fundamentado no ambiente, e nas convicções de pessoas que convivem conosco, ou que influenciaram intelectualmente a nossa trajetória de sonhos possíveis e até impossíveis. E com isto vamos deparar com um mundo externo que nem sempre está em sintonia com esse corpo teórico, que possibilita ver o mundo ao nosso modo, e nisto há o choque de ideias.

Quando paramos e refletimos sobre isto vamos entender que a nossa vida, ao longo do tempo, em que construímos ilusões está diante da filosofia, mas também em busca da comparação epistemológica científica, e não dá pra ser diferente afinal o tempo de crer nas superstições nas crendices, passou e ficou nos idos da Idade Média. Hoje temos o pensar antropocêntrico.

A ideia do homem por seus ideais e pensamentos muito a frente das instituições religiosas é bastante interessante porém ainda sentimos que há instituições tidas como religiosas que tentam controlar os impulsos do conhecimento humano. E nisto é acreditar que o tempo é o senhor de todas as curas, existe gente que se apega numa palavra transcrita na Bíblia e fora do contexto tenta discutir, a fazer pregações de casa em casa, embora hoje a internet, os meios de comunicação são utilizados, não para por a tecnologia como ferramenta a serviço da humanidade para o entendimento científico popularizado  mas para o proselitismo barato e tão deprimente, a serviço da exploração da ignorância e da boa fé dos humildes.  Ainda vemos pastores expulsando os demônios embora os mesmo são frutos de uma construção antropológica e movidas pelo medo. E é interessante que lendo o jornal o Diário da Região do dia 9 de outubro de 2016, no Caderno Bem Estar, via frase no princípio do Artigo "Humanos, porém divinos". Na qual consta "Seja humilde, pois você é feito de esterco. Seja nobre, pois você é feito de estrela" E o autor explica que todos são seres espirituais vivendo uma experiencia material. Em outras palavras o capitalismo nada tem de divino. Pois se Jesus Cristo quando diz que é mais fácil passar um camelo no buraco de uma agulha no que um rico entrar no reino do céu estava chamando todo mundo de esterco, imagine a serviço de que essas Igrejas estão? Em outras palavras chamando todos de merda. E para mim é preciso um novo despertar.

O despertar para mim é como a flor, que aparece na primavera sem se dar conta que ela é a beleza da estação, gerando neste despertar o perfume que embriaga o ar, e como os poetas livres do meu tempo não obedecem regras e sim transforma o falar da prosa numa eterna poesia, e justamente cria o teor poético que encantam os seres apaixonados. E permite a partir desta natureza todos por a poesia debaixo dos braços e sair pelas ruas beijando-se, cantando, falando de amor, em que uns casais fazem o furor ou ruboriza os outros casais como canta Ivan Lins. E permite teorizar o artigo do ex-ministro da Justiça,  Saulo Ramos que escreve "mata mas não beija", entendendo que pode haver condecoro público onde há amor. E isto é mais perigoso do que a já banalizada criminalidade, que as pessoas tens medos, mas aprenderam a conviver com isto. E vive nesta sociedade capitalista espremidas entre os detritos de inconsciências social do próprio sistema, e está tudo bem.

E assim temos a certeza de que as frase de "Igualdade, fraternidade e Liberdade", bem fora de ordem e palavra fraternidade com letra minúscula propositalmente e que escrevo agora, e  esses  são os princípios humanistas do Iluminismo e que orientaram todas as revoluções burguesas, graças aos judeus, que emprestaram a sua cabala de inspiração, pois aquele que cria a luz permanece nas sombras. Hoje nem faz mais sentido, pois politicamente vemos orientações e posições políticas que é inoperante e não conseguem emancipar a classe dos trabalhadores, que vivem na miséria sem qualquer capital, entre preços que são verdadeiras facadas na integridade física e psíquica do ser humano. E afirmam que é a velha sociedade que fornece a ordem às custas das ruínas dos trabalhadores. E muito além dos salários, vimos os serviços públicos para todos, como saúde, educação precarizados, há pessoas morrendo em filas de atendimentos, basta lembrar a gestante negra, Aline Pimentel, morta pela ação inescrupulosa do Estado brasileiro, que acabou  deixando - a pelo que  perecer num corredor de um  hospital em Belford Roxo, sem a devida atenção e o respeito acontecimento que foi reprovado e acabou o Brasil sendo condenado no Tribunal Internacional, conforme a informações que recebi no escritório da ONU, condenação pelo péssimo atendimento de saúde. E assim vemos a Carta dos Direitos Humanos sendo aos poucos sufocadas diante do contexto social. E não vejo efetivamente o povo sendo protagonista da sua opinião em fórum de debates, nem mesmo nos meios de comunicações que servem mesmo é de instrumentos golpistas, na sua grande maioria.

E por isto que creio que cada ser humano é o arquiteto de si mesmo e das transformações sociais por quais o mundo, o país,  o Estado e até mesmo as suas cidades possam passar. Todos os sonhos arquitetados são frutos de uma consciência, que nasce da luta da vida, da construção do saber, da leitura de obras literárias, da conjugações de ações libertárias e outras conservadoras, porém de são ações que personifica a humanidade. Ela nem sempre é boa, e sim é humana, portadora de erros e acertos. E estamos conversados.


Manoel Messias Pereira


poeta, cronista

Membro da Academia de letras do Brasil - ALB
Membro da Associação Rio-pretense de Escritores - ARPE
São José do Rio Preto -SP. Brasil



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