Poesia - Ai como é difícil e bizarra a construção - Roseli Arrudha
Ai como é difícil e bizarra a construção
Ai como é difícil e bizarra a construção
de uma tempestade pirotécnica artesanal !
Ressoam sem cessar
as tubas do pensamento
numa sinfonia paradoxal
de dupla natureza
apenas um verbo acorda Deus
enquanto o outro provoca
o Seu funeral.
Belicosamente
no peito da gente
uma espécie de alavanca
versos sonhadores
sucubem diante das antíteses
que rugem ardentemente:
luz-treva
paz-guerra
e a evolução atravanca!
Ai qual palavra pode salvar
a vida de um observador
que carrega na visão
oração solitária
que canta como respira
e que tem uma lira
de apenas três cordas
corpo, alma e coração
e por contraste
um mundo
barro, fogo
esvaindo-se na escuridão?
de uma tempestade pirotécnica artesanal !
Ressoam sem cessar
as tubas do pensamento
numa sinfonia paradoxal
de dupla natureza
apenas um verbo acorda Deus
enquanto o outro provoca
o Seu funeral.
Belicosamente
no peito da gente
uma espécie de alavanca
versos sonhadores
sucubem diante das antíteses
que rugem ardentemente:
luz-treva
paz-guerra
e a evolução atravanca!
Ai qual palavra pode salvar
a vida de um observador
que carrega na visão
oração solitária
que canta como respira
e que tem uma lira
de apenas três cordas
corpo, alma e coração
e por contraste
um mundo
barro, fogo
esvaindo-se na escuridão?
Roseli Arrudha
poetisa
São José do Rio Preto-SP

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